As aulas do projeto Vivas: Memória, Oralidade e Saberes Ancestrais começaram na sexta-feira (6/3). A atividade é realizada pelo campus Araquari do Instituto Federal Catarinense, via Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), em conjunto com as comunidades Itapocu e Areias. Esta formação integra o programa Escola Nacional Nego Bispo, focando no fortalecimento de narrativas tradicionais dentro dos ambientes escolares.
O curso tem como propósito fortalecer a presença das histórias e saberes quilombolas em espaços escolares, reconhecendo que a memória e a oralidade dessas comunidades foram historicamente invisibilizadas nos currículos formais. O curso propõe formar não somente educadores e estudantes para reconhecer, mas também fazer que valorizem e incorporem essas narrativas em sala de aula, promovendo práticas pedagógicas mais sensíveis às histórias vividas nos territórios quilombolas.
O projeto selecionou 25 participantes, entre docentes da modalidade quilombola, graduandos de licenciatura e moradores locais. Os alunos recebem bolsa de auxílio financeiro no valor total de R$ 600 para custeio com transporte ou alimentação. Tal incentivo viabiliza a permanência nas etapas pedagógicas que combatem a invisibilidade desses temas nos currículos oficiais.
A proposta exige disponibilidade para imersões presenciais diretas nos territórios, buscando sensibilizar sobre a importância da transmissão oral do conhecimento histórico. Esse contato prático permite que estudantes valorizem os relatos vividos por populações ancestrais da Região Sul.
Esta ação articulada com a administração municipal reforça o compromisso institucional na disseminação de experiências culturais ricas. Ao incorporar tais conteúdos em sala de aula, espera-se gerar impacto positivo na rede pública de ensino catarinense.
